Se continuar assim…

Minha intenção a principio seria de escrever um texto sobre os erros do arbitro José Henrique de Carvalho, mas não queria que parecesse choro de um torcedor que viu o time perder. Por mais que o juiz não tenha dado um cartão para o Ganso quando no primeiro segundo de partida fez falta em Ronaldo, mas tenha dado um cartão para o Roberto Carlos em uma falta comum dentro da área. Tenha dado cartão amarelo simplesmente porque o Moacir fez duas faltas seguidas, em Neymar, logo após ter entrado em campo e o Pará cansou de fazer faltas no Dentinho e só muito tempo depois foi punido com o amarelo. Por mais que tudo isso aconteceu por culpa do juiz, minha intenção neste texto é falar de duas pessoas: Tcheco e Roberto Carlos.

Sempre fui contra a contratação destes dois jogadores. Nunca gostei do estilo, lento, quase apático do Tcheco. Sou da opinião que jogador que passa por um clube grande e não se destaca, em sua grande maioria, não é bom jogador. É muito fácil aparecer “craques” em times pequenos, sem pressão de torcida, diretoria e imprensa. Quando vai para clube grande é que o “nego” mostra se, realmente, tem valor. Com o Tcheco sempre foi assim. Boas atuações no Coritiba o fizeram ir para o Santos, onde não jogou absolutamente nada e saiu sem deixar saudades. Tempos depois apareceu no Grêmio e ganhou força por ser o homem de confiança do treinador, hoje no Corinthians, Mano Menezes na campanha que levou o time gaúcho da segunda divisão nacional para o vice-campeonato da Libertadores em 2007. Pouco depois, com a saída do treinador começou a ser criticado por parte da torcida e foi ofuscado pelas boas atuações do meia Souza.

Já Roberto Carlos, apesar do grande craque que foi, não tem mostrado ultimamente vontade de jogar futebol. Embora nunca tenha sido sinônimo de dedicação e vontade, é notório que desde a Copa de 2006, onde foi duramente criticado pela eliminação brasileira, não vem mostrando apreço pelo esporte. Um cara que não se mostra interessado em uma Copa do Mundo, por que se entregaria pelo Corinthians?

Dadas as razões da minha contrariedade em ambas as contratações. Vamos falar, então dos últimos jogos.

Tcheco embora tenha feito uma ótima partida contra o Racing, na estréia do Corinthians na Libertadores, não é um jogador em que se pode confiar. Vive errando passes, tem um estilo de jogo lento demais. O vendo em campo fico com a impressão que não tem vontade de vencer, não mostra determinação nem força de vontade. Sem falar que é um jogador muito fraco, tecnicamente, para comandar o meio campo corintiano.

Roberto Carlos parece que veio para o Corinthians passear em campo, embora tenha sido contra sua contratação, achei que poderia até voltar à seleção, já que não se tem ninguém garantido nesta posição. Quanta enganação! Nem seus chutes fortes, que sempre foram sua marca registrada, são vistos ultimamente.

Se bem que no Roberto Carlos a esperança de torcedor me faz, no fundo, acreditar no jogador. Mas quanto ao Tcheco eu não espero nada bom.

É melhor os dois começarem a mostrar futebol, ou senão o titulo tão sonhado para o centenário corintiano vai ficar longe do Parque São Jorge.

Convocação

Mais um dia de convocação da seleção brasileira de futebol e com isso, mais um dia de nervosismo por parte da maioria dos brasileiros.  Mesmo sendo amistoso, nosso técnico poderia ter sido mais feliz em alguns setores do time.

Goleiros:

Julio Cesar – Inquestionável!

Doni – Nunca seria convocado se fosse técnico.

Zagueiros:

Lúcio – Sua experiência tem sido bem valiosa. Ainda pode render na seleção.

Juan – Ótimo zagueiro.

Luisão – Ótimo reserva.

Thiago Silva – Só porque joga no Milan. O Miranda é muito melhor, mas como não joga na Europa…

Laterais:

Daniel Alves – Vem jogando bem e a falta de opções faz com que seja merecido.

Maicon – Vem jogando bem e a falta de opções faz com que seja merecido.

Gilberto – Essa não entendi, ele nem de lateral joga mais.

Michel Bastos – Lembra quando disse sobre mais um dia de nervosismo? Então…

Volantes:

Gilberto Silva – Não aguenta mais. O Pierre merece seu lugar.

Josué – Esse eu não agüento mais. O Hernanes merece seu lugar.

Felipe Melo – Esse NINGUÉM agüenta mais. Qualquer um merece seu lugar.

Meias:

Kaká – Inquestionável!

Ramires – Vem crescendo de produção, pode render mais ainda.

Elano – Jogador de clube e de clube mediano ainda por cima. Não conseguiu ser titular nem no Manchester City. Não merece a seleção.

Julio Baptista – Raça não falta nele quando veste a amarelinha, mas não dá pra convocar ele e não convocar o Ronaldinho Gaúcho.

Kleberson – Lembra do nervosismo ainda? Esse não dá pra entender.

Atacantes:

Robinho – Apesar da má fase e de tudo o que o cerca, se deixar o chinelinho e calçar chuteiras não tem pra ninguém.

Adriano – Apesar de não ser um atleta, ele é craque. Ainda mete mais medo que o Luis Fabiano.

Nilmar – Muito merecido! Tem futebol pra jogar em um grande clube da Europa, é só se machucar menos.

Luis Fabiano – Não tem a mesma “panca” que o Imperador, mas será o titular da Copa. Fez por merecer isso, com certeza.

Claro que no país do futebol cada um tem sua opinião, mas há certos jogadores que não merecem vestir a camisa do Brasil, principalmente numa Copa do Mundo.

Apesar de não querer, tenho que dar o braço a torcer e admitir que o Dunga vem fazendo um bom trabalho como técnico da seleção, portanto temos que começar a confiar em seu potencial. Mas já dou meu recado:

“Certos jogadores me fazem sentir vontade de torcer contra a seleção, portanto se quiser ter 100% do meu apoio, dá uma melhorada nesse plantel ai negão”.

O bom filho à casa torna. Bom filho?

Agora é certo, Robinho está de volta ao peixe. Já dizia a sabedoria popular: “O bom filho, à casa torna”. Bom filho? O Robinho pode ser considerado um bom filho?

Sem duvida foi um dos grandes craques da historia santista e deu muitas alegrias à torcida, além dos títulos, suas jogadas ficaram eternizadas na lembrança do torcedor. Porém nem só de alegria essa parceria, Santos / Robinho, foi feita.

Cerca de 4 anos atrás Robinho fez sua ultima partida com a camisa do Santos, não podemos esquecer a saída conturbada do atacante da Vila. Após a Copa das Confederações em 2005 o, então xodó santista, disse que não jogaria mais no Santos em entrevista à TV Globo. Disse que seu tempo na Vila tinha acabado e que era hora de jogar na Europa. Mal influenciado ou não, a verdade é que Robinho saiu do Santos pela porta de trás. O jogador que a meses atrás era ídolo santista, agora não passava de mais uma decepção para a torcida.

Tempos se passaram e a historia de Robinho não mudou, quase em nada, pelos clubes que passou. Após não render muito no Real Madrid saiu de lá de forma conturbada novamente, alegando querer jogar no Chelsea, o jogador novamente forçou sua saída de um clube que apostou em seu futebol. Por fim, o atacante acabou não indo para o Chelsea e se transferiu para o Manchester City, clube de menor expressão na Inglaterra, onde nem de longe repetiu o futebol que o consagrou no Brasil.

Sem sombra de duvida, Robinho foi mal assessorado ao longo de sua carreira, talvez por ouvir demais pessoas que não deveria ouvir, ou seja lá qual foi o motivo dessa vez, a verdade é que essa historia novamente se repete, Robinho deixa um clube para se transferir à outro  e sai pela porta dos fundos.

Sabemos que dos 6 meses de contrato que o jogador assinou com o peixe, cerca de 2 meses serão ausente devido aos jogos pela seleção. Agora resta saber se o Robinho vai repetir as boas atuações que o consagraram ou vai ter novamente uma passagem conturbada por mais um clube. Já dizem que o Santos será somente uma ponte para o atacante se transferir para o Barcelona, mas isso só o tempo dirá.

Robinho de volta ao peixe sim, mas bom filho não. Já deixou o Santos na mão uma vez, que garante que não deixará de novo?

Se fosse torcedor do Santos ficaria com um pé atrás, pois do Robinho sabemos que podemos esperar uma surpresa a qualquer momento.

Corinthians – minha primeira decepção com você

O Corinthians sempre foi meu orgulho, cresci sentindo o maior orgulho do mundo por fazer parte da nação corintiana, meu peito estufava, meus olhos se enchiam de emoção ao ver o Coringão jogando.

O Corinthians fez, faz e sempre fará parte da minha vida. Lembro da minha infância onde parava tudo que estava fazendo, podia ser a brincadeira que fosse, ela podia esperar até que eu contemplasse o melhor time do mundo atuar em campo.

Cresci e meu amor pelo Corinthians foi só aumentando e cada vez, e simplesmente o fato de vê-lo jogando não foi mais suficiente. Comecei então a ouvir os jogos no radio, devia ser a única criança que aos 7 anos de idade ouvia jogos no radio (alias, somente o meu irmão e eu, ambos loucos pelo Timão) , e ainda por cima gostava disso. Os programas pós-jogo no radio passaram a fazer parte do meu dia também e com isso vieram as revistas, jornais e tudo o que pudesse me levar ao Corinthians.

Um dia, já grande, vi meu clube sendo rebaixado para a série B, mesmo assim meu orgulho e amor por ele não diminuiu um centímetro sequer. Até que veio o dia 29 de novembro de 2009, Corinthians e Flamengo fizeram um jogo que poderia ter sido apagado da historia do Corinthians.

Neste domingo pela primeira vez na história do meu time eu senti vergonha de uma atuação dele, senti um salgo inexplicável, nunca antes sentido vendo o Coringão.

Foi horrível, repugnante a atuação da equipe diante do Flamengo.

Não acho que o time realmente entregou o jogo, que tenham entrado em campo dispostos a perder, mas o time entrou visivelmente disposto a não ganhar. Foi notória a falta de interesse dos jogadores, foi a partida mais ridícula da história do Sport Clube Corinthians Paulista.

O fato de ver torcedores semana antes da partida torcendo para o time “entregar” o jogo foi algo deprimente. Assim como enquetes na internet, das quais fui veemente contra, onde a grande porcentagem era a favor da entrega para o Flamengo.

Torcedores felizes com o que o time fez, como se tal façanha fosse merecedora de um orgulho, meu Deus… 

Engraçado que os mesmos torcedores que acham correto o que o Corinthians fez, são os mesmos que se indignaram a cerca de uma semana com a declaração do dirigente do Goiás. Quanta hipocrisia, qual a diferença? Se realmente aconteceu a entrega do jogo do Goiás para o Inter, não foi o mesmo que aconteceu ontem?

Os mesmos que aceitaram esse tipo de atuação são os mesmos que não aceitam as “malas coloridas”. Novamente pergunto, não é a mesma coisa?

Sou corintiano,  o Corinthians é minha paixão. E como corintiano que sou, torço primeiramente para meu time vencer e depois penso nos rivais. 

Lamentável isso, Sinto vergonha desse acontecimento. 

Se eles (jogadores) não têm dignidade, pelo menos deveriam respeitar a dignidade do torcedor. Pois eles um dia sairão do Corinthians e não ficarão com o peso de ontem, mas nós torcedores seremos obrigados a conviver com isso pro resto da vida. 

Jogadores com Felipe, Elias e companhia me proporcionaram a maior vergonha da minha vida corintiana.

O nosso técnico fazendo um papel digno de Oscar, para tentar esconder a vergonhosa atuação, foi lamentável. Ele mesmo a tempos disse que o Brasileirão não era mais prioridade, jogou a toalha e tudo mais.

Ficar com showzinho a beira do gramado, ficar reclamando com a arbitragem, não pegar pênalti como forma de protesto. Tudo isso foi como se me chamassem de idiota. 

Espero que este ano acabe logo e que no ano que vem eu esqueça disso tudo e volte a sentir alegria com o clube que tanto amo.

O Corinthians é maior que tudo isso, mas o que foi feito domingo em Campinas é algo para ser apagado da historia.

Este foi apenas um pequeno protesto de um eterno corintiano.